quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

wake me up when september ends



"Here comes the rain again, falling from the stars..."

E aqui começa a chuva de novo. Ela vem e passa. Trás cores, amores, sorrisos, abraços, amores, perdas, lágrimas, esperanças, sonhos, paz. Vem e passa. Tudo vem e passa.

Gostaria de fazer uma análise geral de 2009, mas as palavras simplesmente não saem, não exatamente do jeito que eu gostaria que. Aliás, até saem, mas não como elas deveriam ser, não pelo menos pra mim. Ou será que é assim mesmo que tem que ser?

Ano difícil, de mudanças inesperadas e, até mesmo assustadoras, mas até que de certo modo, reconfortantes. Muitas dúvidas foram deixadas para trás, mas já vieram outras para tomar o lugar das mesmas. Dúvidas, incertezas, inseguranças, pânicos. "O medo leva as pessoas fazerem coisas terríveis" - concepção simples e certeira de Dumbledore em Harry Potter - é por isso que eu AMO HP, a autora simplesmente conversa com você entrelinhas - pena que são poucos os que o descobrem e o apreciam além de uma boba história infantil sobre bruxos e magia - e sim, de fato é verdade. Coisas que até não sabemos que somos capazes de fazer, mas fazemos.

É estranho pensar que todos só querem um pouco de paz interior, que todos buscam uma esperança inacabável e uma força eterna, mas poucos conseguem achá-las de fato. Poucos. Não por falta de vontade, mas talvez por procurarem nos lugares errados, ou então quem sabe, por pura falta de sorte mesmo. Mas eu diria que falta de sorte seria muito injusto. Prefiro pensar que procuramos em lugares errados. Vamos abrir os olhos e procurar tudo aquilo que é essencial
para nós nos devidos lugares? "O essencial é invisível aos olhos"- Antoine de Saint-Exupéry. Vamos? Quem sabe nos machucaremos menos e, consequentemente, menos lágrimas escondidas e solitárias irão rolar dos nossos rostos para o travesseiro antes de dormirmos? Ou por que não, tudo vai ter um sentido, um propósito de verdade.

E é assim que termino minha pequena, confusa e surpreendende - pelo menos pra mim - análise de 2009. Sim, pequena dispensa informações, apesar de ser algo subjetivo (L). Confusa, porque idéias surgem a partir de outras e, oras, ainda não sei colocá-las em ordem alfabética! Surpreendende, porque eu pude perceber que na verdade, tudo era para estar exatamente assim como está agora. As palavras tinham que ser exatamente essas, mesmo. Pode ser que não tão exatamente dessa forma, mas pelo menos a concepção da idéia em si, da conclusão em si, deveria ser bem próxima da qual eu cheguei há poucos minutos atrás e, com ela, mais uma incerteza eu vou deixando para trás. (Eu realmente havia esquecido o quão bem escrever, me faz. É.) "Porém, se você escrever no papel o que sentes, saberei para sempre aquilo que estivestes guardado tão secretamente dentro de ti".

E é assim. Vou procurar nos lugares certos. Vamos todos nós fazermos o mesmo? Todos nós merecemos ser felizes, merecemos ter nossas realizações concretizadas. Vamos.

Obrigada ao Green Day, que me ajudou a escrever esse texto, já que o redigi enquanto os ouvia. Obrigada a todos que me induziram (in)diretamente a escrevê-lo através de pequenos momentos, situações, fatos. E por fim, obrigada aos poucos que o leram também. Tenham um feliz ano novo, de coração. E lembrem-se: procurem nos lugares certos.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

black holes and plans



"I wanna be rich and I want lots of money
I don't care about clever I don't care about funny
I want loads of clothes and fuckloads of diamonds
I heard people die while they are trying to find them"


@ Lily Allen - The Fear

E é assim. Você escuta, escuta e escuta já sabendo que por mais que você tente mostrar o seu lado, a pessoa não está disposta realmente a compreendê-lo e, só de estar ciente disso, as palavras simplesmente se dispersam na sua mente e você fica ali, a deriva disso tudo. Frustrante. Mas eu sei, levo dentro de mim, que igual a você, eu não quero ser. Quero ter a minha felicidade, felicidade pura, não imposta. A MINHA felicidade, o MEU tempo, a MINHA vida, a MINHA satisfação. Não o desespero, a agonia, a dor, o conformismo. Eu sei que vou ter tudo isso, eu sei. Eu posso e sinto isso mais do que nunca. Fique tranquila.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

de olhos abertos


Por que às vezes desperdiçamos tanto tempo com coisas banais que esquecemos do essencial? Ou então, de tão focados que estamos em tal coisa, esquecemos de ampliar nosso campo de visão e ver aquilo que está bem na frente do nosso nariz, e dessa forma, acabamos por fazer coisas das quais não nos agrada muito de fato. Coisas que por mais que persistimos em tentar aprender, desvendar, nunca conseguiremos de fato compreender com demasiada veemência e, como acompanhamento, nos fazem infelizes. E por mais que tentamos mentir para nos mesmos, tentamos não pensar, a verdade sempre vem e bate a nossa porta, com um boleto cobrando o atraso - e com juros e correção monetária ainda por cima.
Para podermos fazer o que hoje vemos com os olhos bem abertos, temos que esperar dias e mais dias até podermos fazer finalmente o que realmente queremos - ou o que mais nos agrada - perante aquilo que fazíamos ou fazemos hoje - isso se de fato conseguirmos. E nisso, dias e mais dias se vão, enquanto esperamos ansiosamente o tal dia da alforria.

Mas é como dizem, querer é estar meio caminho andado para conseguir seja lá o que for, o restante, cabe a você, e somente a você, percorrê-lo.
Contudo, se pararmos para pensar, é muito melhor termos descoberto algo que nos faz bem de fato e combina conosco, mesmo com tantos dias desperdiçados assim, do que somarmos mais dias e dias infelizes e frustrados.

Por isso eu digo, corra e lute para aquilo te faz bem, não ao que é imposto a você. Se algo não te agrada, pare, analise e veja uma saída para isso a curto prazo. Sua mente agradece, e não tão só sua mente, mas como seu corpo e você também. E o principal, não deixe que ninguém te impeça de ser definitivamente, uma pessoa menos frustrada com a vida ;D

Feel it, analize it, try to see the world around you and GO!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

supermassive black hole

Depois que passei séculos reprimindo intensamente minha vontade de fazer um blog - desculpem minha hipérbole exarcebada - finalmente o fiz. Não que esse seja meu primeiro blog em fato, ocorreram umas poucas (duas ou três) tentativas frustadas de criação do mesmo há tempos, mas foram puro fogo de palha da época. Nada com um objetivo concreto - e nem abstrato em fato. Aliás foi exatamente por esse tal fogo de palha que reprimi por tantos conjuntos de cem anos a criação do mesmo. Vai que eu o criasse e em menos de uma semana o deixasse as traças como as outras milhares de páginas virtuais que eu, e não tão somente eu, possue. É. Mas ok, chega de prolixidades e mimimis que é bem mais saudável.

Enfim, o blog em si foi praticamente total inspirado pela nossa querida (corta pulsos) banda Muse. Não que o adjetivo que acompanhou a banda fosse realmente de muita valia no geral, já que são algumas músicas que possuem esse tal efeito. E esse tal efeito não é eficaz em todas as pessoas, logo, o adjetivo se torna subjetivo. Ok, sem explicações gramaticais, por mais falta que essa aula me faça - que (não tão) em breve se tornará visível.


Supermassive Black Hole - Muse

"...you set my soul a-light. And the superstars sucked into the supermassive..."

Ah sim, os posts de forma geral não vão acrescentar nada a você, meu querido leitor (a), que talvez possa lê-los. Já a mim eu não posso dizer o mesmo - ou possa sim. Contradições são totalmente válidas se aplicadas de forma que confundam a cabeça de leitores que possuam aptidão para a interpretação de textos. Sim, mais uma vez cá estou falando da tal subjetividade <3

Hmm... e é isso. Obrigada.